domingo, 26 de abril de 2015

BONS PASTORES E Mercenários


 
 
 

O BOM PASTOR...


Quem são os mercenários?

Estou à procura ... vivo procurando ... um modelo de vida.
A
h, sim, o Bom Pastor!

O bom pastor vive para servir às suas ovelhas,
Está sempre vigilante para defendê-las,
Me
smo que na luta venha a perder a vida;

Não olha tamanho ou peso, não olha raça ou cor;
O bo
m pastor ama as suas ovelhas.

E as ovelhas amam o bom pastor.

O meu coração se inflama no desejo de ser um bom-pastor:
- I
r atrás da ovelha que vai se afastando;

- Ouvir seus queixumes, tratar suas feridas, perdoar suas faltas.

- Não exigir tarefas sem primeiro lhe oferecer os meios.

- Não mandar emissários com recadinhos desafetos.


O bom pastor ama as suas ovelhas.
E as ovelhas amam o bom pastor.

O Mercenário, se diz tamm pastor, mas não é.

O mercenário não serve às ovelhas, serve-se delas:
- O mercenário não dá o melhor pasto para as suas ovelhas,
Toma
as melhores para seu pasto.

- O mercenário não defende as ovelhas mais frágeis,
Co
ndena-as sumariamente, sem direito a defesa.

- o mercenário não dá às ovelhas um pouco do seu,
Mas dá como seu tudo o que é delas.

O mercenário só presta para abandonar as ovelhas na boca do lobo!

O Mercenário, que é mercenário, vive como Patrão:

- A melhor comida, a melhor carruagem, a melhor casa é sua.

- Os primeiros lugares, nos banquetes e nas sinagogas, são seus ...

E as trombetas anunciarem sua chegada virou lei.
- Veste-se de filactérias, roupas finas e diferentes,
Para não ser reconhecida sua pele de cordeiro.

- Toda a obra boa é dele, todo o direito lhe pertence;
Tem sabedoria infusa, sem ser doutor,

- Ele é a verdade, ninguém o pode contradizer!

Pede-lhe tudo o que é seu para Deus: salário, carro, a sua casa própria ....

Mas é ele mesmo que fica com tudo !.

Mercenário...e ladrão!

O mercenário é tão mercenário que se diz Bom Pastor!
Mas não engana ninguém.

Muitos são os mercenários...em milhares um bom pastor!

O meu modelo, que eu procuro, é o pastor

- que se fez Servo dos servos;

- que deu a vida pelas suas ovelhas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

OLHO POR OLHO ?

LEI ANTIGA E LEI NOVA


Mateus 5, 17.«Não penseis que Eu vim abolir a Lei e os Profetas.
Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento”.
                    A lei nova não mudou
                     A lei antiga ou profetas.
Diz Cristo: eu as vim cumprir
E mostrar as novas metas.
Quem os mandamentos cumpre,
E na íntegra os ensina,
Grande é no Reino dos Céus
E na terra “luz divina”.
Aos antigos lhes foi dito:
Não matarás a ninguém...
Quem matar vai a juízo
E pode morrer também.
Eu porém vos digo mais:
A juízo vai depor
Quem ferir a lei moral
Com ira, ódio ou rancor.
Se acaso fores ao templo
Tua oferta apresentar,
Mas teu irmão magoaste,
Deixa tudo aos pés do
altar...
Vai abraçar teu irmão.
Depois traz-me a tua oferta...
Pois só quem ama seu próximo
Tem de Deus a porta aberta.
Não cometas adultério.
È uma lei milenar...
Eu, porém, vos digo agora:
Adultério, nem pensar.
Se teu olho ou mão direita
São pra ti um mal maior
Usa a outra em seu lugar....
De dois males o menor.
 
Se Deus uniu, não separes
Quem contraiu casamento
E já tem sua família...
Às leis de Deus fica atento.
Se vives em concubinato
E nada tens a fazer...
Que não seja a culpa tua
Por falta do teu dever.
 
Também já te fora dito:
Cumprirás teu juramento...
Jurar falso nem pensar...
À voz de Deus fica atento.
 
Tens que ser mais radical
Em qualquer situação;
Seja assim o teu falar
:
Ou sim, sim; ou não, então!
Já ouviste muita vez:
Olho por olho, vingança;
Dente por dente, desforra...
Onde mora a esperança?!
Se teu irmão te feriu
Paga-lhe tu com o bem
E nem dês explicação...

Tua postura mantém.
Ama sempre o teu próximo,
Quer amigo ou inimigo,
Pois o pai que tens no céu
Assim mesmo faz contigo
Se amas quem te quer bem
Nada de mais o que fizeste
.
Sê tu, porém, mais perfeito
Como o é teu Pai Celeste.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Homenagem ao Padroeiro São Sebastião


                                     AUTO DE SÃO SEBASTIÃO


                             
                                                                                                        - Vasco Duriense

                                                                                                 (Abílio De Vasconcelos)

Narrador I:  Vou marrar-lhes uma vida

                      Dum Santo bem popular

                      Que nasceu lá em Milão

                      E foi pra Roma morar.  


                    Sebastião é seu nome.

                    Defensor da fé cristã,

                    Adotou para seu lema:

                     - A fé sem obras é vã.                                    

                                         

                    Milão Roma foi só ida

                    Pela via mais moderna,

                    Chegou por lá como hóspede

                    E encontrou a vida eterna.


Narrador II: A cidade incandescente

                    Fritava em pleno inverno

                    Com o sangue dos cristãos,

                    Enraivecendo o inferno.


                    O Imperador romano

                    Declarou guerra aos cristãos

                    Que adoravam um só Deus

                    E viviam como irmãos.


Narrador I: E no fragor dessa luta

                   Uma ideia genial :

                   Pra defender os cristãos

                   Tem que ser um general.


                    Começando por soldado

                    Lá bem no meio do povo:

                    Sebastião, manso cordeiro,

                    Por cima roupa de lobo.


Narrador II: Galgando de posto em posto,

                   Cativou o Superior

                   Que o fez chefe das tropas,

                   Centurião do Imperador.


                   A perseguição nas ruas

                   Aos cristãos era demais.

                   O Imperador não perdoava:

                   Seus golpes eram mortais.


                   Lavava as ruas de Roma

                   Com sangue dos inocentes;

                   Quanto mais ele matava

                   Mais aumentavam os crentes.


Narrador I: Num desespero final,

                     O “imperador do mundo”

                     Chama seu fiel escudeiro

                     E ordena-lhe, furibundo:


Imperador: Sebastião, acaba logo

                     Co’a semente dos cristãos.

                     Na Roma eterna dos deuses

                     Só pra mim s’ergam as mãos.


                     Um a um me adorarão

                     No Coliseu, que é meu templo.

                     Ali os levarás todos

                     E tu lhes darás o exemplo:

                       

Sebastião :  - A um só Deus adorarei,

                    Que é O mesmo dos cristãos,

                    A quem amo e amarei,

                    Pois todos somos irmãos!


Narrador II:  O Imperador ficou louco...

                     E logo o mandou prender,

                     Ordenando aos seus soldados

                     Espancá-lo até morrer.


                    Foram tantas chicotadas

                    Que só a força da fé

                    Faria a um ser humano

                    Manter-se ainda de pé...


                    Mas, os soldados voltaram

                    E trouxeram outros mais...

                    Amarraram-no ao tronco

                    Deram-lhe socos mortais.

                   

Narrador I :  Sabendo o imperador

                   Que à morte sobreviveu,

                   Cravou-lhe o corpo de flechas...

                   E uma a uma floresceu!


Narrador II :  Por entre o canto dos Anjos

                     Na maior animação,

                     A voz de Deus fez-se ouvir:

Deus :          - Diz-me lá, Sebastião,


                    Onde vais querer morar,

                    Podes escolher de novo:

                    No céu com os coros dos Anjos,

                   Ou na terra guiando o povo?


Sebastião :    Se me é dado escolher,

                      Concede-me então a graça

                      De escolher um lugar lindo

                      Onde o povo acorre em massa.


                      Vou ficar mesmo na terra,

                      Quero ser o padroeiro

                      De um povo encantador

                      Que me cativou primeiro.

           

Deus:             Quem é, então, esse povo

                       A quem trocas pelo Céu,

                       Que supera o paraíso 

                       E é pra ti maior troféu?


Sebastião:       - Já que me é dado escolher

                       Ser do povo padroeiro,

                       Quero ficar no Brasil...

                       Bem no Rio de Janeiro.

sábado, 17 de janeiro de 2015

LUTANDO PELA VIDA, ENCONTRAM A MORTE.


Recanto do poeta:

GIRÂNDOLA DA VIDA


                                        - 
Vasco Duriense

A vida girava no maior reboliço,
Nasciam, cresciam, tomavam sumiço,
Da ganância dos pobres ricos fugindo....
A terra é pobre, mas o céu é lindo!

Vieram soldados, com armas na mão,
Traziam a lei pra mudar a nação,
Mas por todo o lado semearam a morte...
O poder é podre, mas Deus é mais forte!

Boatos de invasão, formou-se a correria,
Ninguém deixou para fugir no outro dia...
Com o peso, a ponte das barcas ruiu,
E toda a cidade no rio caiu!

E virou história a burrice da gente,
Quem empurrava, depressa estava à frente...
Ao ver o perigo, queria voltar,
Mas os de trás empurravam pra passar!

Anos passam, mas a história se repete,
Mesmo o passado presente na memória...
Os homens empurram a vida pra frente.
Não mais querem futuro, apenas presente!

Depois que toda a corrida foi vencida,
Querem voltar à juventude da vida...
Digam-me agora se é azar ou é sorte:
-Lutando pela vida, encontram a morte!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

SEDE DA SEDE QUE NÃO TENHO

SEDE DA SEDE 

                                           - VASCO DURIENSE
-No tórrido sertão em que o mundo vive,
Meu corpo qu
eima e nenhum consolo tive
De cães ferozes onde só ódio se ata!
Por isso aos Céus eu clamei: Senhor, justiça.

Na terra envolta em guerra podre e voraz,
A m
inha alma anseia por um reino de paz
E a retumbante derrota do terror!
Por isso, aos Céus implorei: chova o amor.

Sede da justiça que alivia a alma,
Sede do amor que meu coração acalma,
S
ede da paz que torça meu seco lenho.

Tudo em mim é sede atroz que me devora!
Mas meu maior pecado, confesso agora:
- Tenho sed
e... mas da sede que não tenho!

                                                                                     

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

DAI A DEUS O QUE É DE DEUS

 

AS DUAS MOEDAS


                                         - Vasco Duriense

Certo dia os fariseus
Tentaram pegar Jesus
.
Envolvendo-o num dilema
Para pregá-lo na cruz:

1
-Born Mestre, és homem sincero,
Mostras o caminho reto,
Tratas todos por igual...
Diz-nos, pois, o que é mais certo:

2
"César cobra alto tributo
A quem seu dinheiro usar;
Devemos pagar-lhe em dia
Ou nem devemos pagar?"

3
- Se aconselha não pagar,
Tem enrascada de novo;
Se, porém, manda pagar
Não é amigo do povo.

4
Conhecendo a maldade
Dos astutos fariseus,
Pediu-lhes uma moeda:
- É de César ou de Deus?

5
- É de César, responderam
Todos juntos, numa voz.
- Pois, então, dai-lhe o tributo...
Não pode ficar pra vós.


6
Lembrai-vos, ó hipócritas,
Que deveis coisa maior ...
Vós, que usais moeda de Deus,
Pagai tributo melhor:


7
- Dai a César, o de César,
As moedas sem valor;
Dai a Deus, o que é de Deus,
Não moedas... mas amor!


fim

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

AOS meus amigos INCRÉDULOS


AOS INCRÉDULOS


                                                                    - Vasco Duriense

Pelo sim e pelo não,
Eu não quero confusão,
Acredito no Além,
Pois, a morte me provou
Por aqui ninguém ficou.
- E disto, duvida alguém?
2
Se não adianta juntar,
Pois nada se vai levar,
Por que fazer tanta guerra,
Sofrer e fazer sofrer,
Se vai um dia morrer
E tudo fica na terra?
3
Se esta vida vivo em paz,
Mostro ser homem capaz
De viver cada momento
Da vida que me foi dada
Para ser aproveitada
Na alegria ou sofrimento.
4
Se nova vida vier
É lucro pra quem tiver
Preparadas suas malas,
Sem ser pego de surpresa
Com iguarias na mesa
E, por fim, ter que deixá-las.
5
Se não houver nova vida,
E a daqui não foi perdida,
Razão não há pra lamento.
Eu de mim vou pôr cartaz
Sobre a campa: - Aqui jaz
Uma vida cem por cento.
FIM