segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

SEDE DA SEDE QUE NÃO TENHO

SEDE DA SEDE 

                                           - VASCO DURIENSE
-No tórrido sertão em que o mundo vive,
Meu corpo qu
eima e nenhum consolo tive
De cães ferozes onde só ódio se ata!
Por isso aos Céus eu clamei: Senhor, justiça.

Na terra envolta em guerra podre e voraz,
A m
inha alma anseia por um reino de paz
E a retumbante derrota do terror!
Por isso, aos Céus implorei: chova o amor.

Sede da justiça que alivia a alma,
Sede do amor que meu coração acalma,
S
ede da paz que torça meu seco lenho.

Tudo em mim é sede atroz que me devora!
Mas meu maior pecado, confesso agora:
- Tenho sed
e... mas da sede que não tenho!

                                                                                     

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