SEDE DA SEDE
- VASCO DURIENSE
-No
tórrido sertão em que o mundo vive,
Meu corpo queima e nenhum consolo tive
De cães ferozes onde só ódio se atiça!
Por isso aos Céus eu clamei: Senhor, justiça.
Meu corpo queima e nenhum consolo tive
De cães ferozes onde só ódio se atiça!
Por isso aos Céus eu clamei: Senhor, justiça.
Na terra envolta em guerra podre e
voraz,
A minha alma anseia por um reino de paz
E a retumbante derrota do terror!
Por isso, aos Céus implorei: chova o amor.
A minha alma anseia por um reino de paz
E a retumbante derrota do terror!
Por isso, aos Céus implorei: chova o amor.
Sede da justiça que alivia a alma,
Sede do amor que meu coração acalma,
Sede da paz que torça meu seco lenho.
Sede do amor que meu coração acalma,
Sede da paz que torça meu seco lenho.
Tudo em
mim é sede atroz que me devora!
Mas meu maior pecado, confesso agora:
- Tenho sede... mas da sede que não tenho!
Mas meu maior pecado, confesso agora:
- Tenho sede... mas da sede que não tenho!
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