quinta-feira, 10 de julho de 2014

Mons. Vital Cavalcanti


ECCE  HOMO

Monsenhor Vital Cavalcanti,
Poeta da meditação,
Tirou coisas novas e velhas
Do baú do seu coração!

       Em cada verso um sentimento:
      Puro ... quanto a sua alma nobre;
    Transparente... e alheio às críticas;
    Desprendido ... homem rico e pobre!

Coube a mim, pobre caçador
Dos tesouros mais escondidos,
Desenterrá-los e fazê-los
    Acessíveis a mais ouvidos!

Saboreia, leitor, repassa,
Verso a verso, miolo e contexto;
Verás em tudo o bem das almas,
Pois seu verso
é mero pretexto!

Monsenhor, bom e velho amigo,
De poetar não pare mais.
     Versos velhos, ou versos novos,
   São diva herança de imortais!

Abílio Soares de Vasconcelos

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