Estava
a formosa e rica donzela
Debruçada sobre o vão da janela,
Olhos cimentados o dia inteiro
Nos movimentos do jovem carvoeiro.
O jovem, ciente dos seus limites,
Resistia à tentação dos convites...
Saiu do emprego e, longe do carvão,
Subiu na vida, tornou-se patrão.
Terno e gravata, verniz nos sapatos,
Riso nos lábios, degustando os fatos,
Carregando flores, feliz, voltou.
Chamou a donzela bem docemente...
A porta abriu e fechou de repente:
- A vez do carvoeiro já passou!
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