sábado, 10 de maio de 2014

A MORTE DA LEI SECA


Adeus Lei Seca


                                                                  - Vasco Duriense

A Lei Seca é um barato:

Só funciona quando quer!

Ainda assim é salvação,

Mesmo quando não houver!



Vaidosa por natureza,

Ostenta enorme balão

Pra que todo o mundo saiba:

- Aqui está a SALVAÇÃO!

 

Por cima a todos nivela:

Ou bêbado, ou otário,

Todo o que está ao volante

Até prova em contrário.

 

E se isso não bastasse

Pra humilhar toda a gente

Pergunta sempre: -“bebeu”?

Se diz “não” é porque mente.

 

E vai de soprar ao “kit”

Três vezes e muito forte:

Tem que provar que está bêbado...

É prova de vida ou morte!

 

Até quando, ó Lei Seca,

Abusarás camuflada

Da nossa pobre paciência

Covardemente abusada!

 

Bêbados são um perigo?

Os drogados também são;

Os armados, mais ainda...

E as “crianças” por que não?

 

Não são as vidas humanas

A maior preocupação!

É o clamor de “cofres públicos”

Por mais arrecadação!

 

Evitar a mortandade

Não se faz pelo dinheiro;

Faz-se com penas severas

Pra todos e por inteiro.

 

Querem evitar as mortes,

Ou as lesões corporais

Provocadas pelo trânsito

Ou por outros meios mais?

 

Quem provocar acidente,

Sim ou não embriagado,

Com vítimas inocentes

Seja logo enquadrado:

 

-Suspensa a habilitação

Por cada vítima, um mês,

Se não houver lesões graves

E for a primeira vez.

 

-Em caso de internação

Por cada vítima, um ano,

E a mais as penas comuns

Correspondentes ao dano.

 

 -Se, porém, morrer alguém,

Casse-se a habilitação

Pra nunca mais dirigir,

Sem direito a apelação.

 

Adeus pra sempre à lei seca

Com esta lei em vigor

Devolva-se ao motorista

O respeito de “senhor”.



Se tem dinheiro sobrando
E a Lei Seca a ninguém deve,
Compre e dê cravos e rosas
A quem dirige e não bebe. 

 

                                       - Vasco Duriense

 

NB: Em homenagem à minha mãe, neste dia das mães, que me ensinou a não me vender por dinheiro e tratar a todos com respeito correspondente a “senhor”:  

- sr. Doutor, sr. Motorista; Sr. Bispo, sr. Padre; sr. Professor, sr. Aluno.

Todos nascem em mim merecedores de total confiança e respeito até que eles mesmos provem o contrário, isto é, que não merecem.

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