sábado, 3 de maio de 2014

SEDE DE PERDÃO

 

SEDE DE PERDÃO

 
Neste tórrido sertão que o mundo vive,
Meu corpo qu
eima e nenhum consolo tive
Dos cães ferozes onde o ódio se ata.
Por isso aos Céus eu clamei: Senhor, justiça!
Na terra envolta em guerra podre e voraz,
A m
inha alma anseia pelo reino da paz
Co’a derrota retumbante do terror.
Por isso, aos Céus eu implorei chova amor:
Sede de justiça que alivia a alma,
Sede de amor que meu coração acalma,
S
ede de paz retorce este seco lenho,
Tudo em mim é sede atroz que me devora!
Mas, meu maior pecado eu confesso agora:
- Eu tenho sed
e da sede que não tenho!

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