SEDE DE PERDÃO
Neste
tórrido sertão que o mundo vive,
Meu corpo queima e nenhum consolo tive
Dos cães ferozes onde o ódio se atiça.
Meu corpo queima e nenhum consolo tive
Dos cães ferozes onde o ódio se atiça.
Por isso aos Céus eu
clamei:
Senhor,
justiça!
Na terra envolta em guerra podre
e voraz,
A minha alma anseia pelo reino da paz
Co’a derrota retumbante do terror.
A minha alma anseia pelo reino da paz
Co’a derrota retumbante do terror.
Por
isso, aos Céus eu implorei chova amor:
Sede de justiça que alivia a alma,
Sede
de amor que meu coração acalma,
Sede de paz retorce este seco lenho,
Sede de paz retorce este seco lenho,
Tudo
em mim é sede atroz que me devora!
Mas, meu maior pecado eu confesso agora:
- Eu tenho sede da sede que não tenho!
Mas, meu maior pecado eu confesso agora:
- Eu tenho sede da sede que não tenho!

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