Direito de ir e vir
Ora vejam meus amigos
A que ponto nós chegamos
Na terra das liberdades
E dos direitos humanos:
Moro no centro do Rio,
Vivo aqui encurralado;
Por mais que queira escapar
É pedágio em todo o lado.
Até pra ver meus amigos
Ali bem perto, em Xerém,
São onze reais de pedágio
Pra quem não tem um vintém.
Meu direito de ir e vir,
Mesmo que estrada de terra,
Até esse foi tirado...
E não posso fazer guerra.
Não bastavam os ‘pardais’
Pra comer milho da gente,
Mais o guarda, escondidinho,
Pra multar sempre contente!
Deixem-me, ao menos, gritar:
-A auto estrada dos nobres
Tem que ter sempre a seu lado
Um caminho para os pobres.
Se a justiça anda cega,
Não mais se fale em direito,
Pois a vida humana exige
Mais dignidade e respeito!
A que ponto nós chegamos
Na terra das liberdades
E dos direitos humanos:
Moro no centro do Rio,
Vivo aqui encurralado;
Por mais que queira escapar
É pedágio em todo o lado.
Até pra ver meus amigos
Ali bem perto, em Xerém,
São onze reais de pedágio
Pra quem não tem um vintém.
Meu direito de ir e vir,
Mesmo que estrada de terra,
Até esse foi tirado...
E não posso fazer guerra.
Não bastavam os ‘pardais’
Pra comer milho da gente,
Mais o guarda, escondidinho,
Pra multar sempre contente!
Deixem-me, ao menos, gritar:
-A auto estrada dos nobres
Tem que ter sempre a seu lado
Um caminho para os pobres.
Se a justiça anda cega,
Não mais se fale em direito,
Pois a vida humana exige
Mais dignidade e respeito!

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